sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Amália Rodrigues Rasga o Passado

Para ouvir de olhos fechados...


Amália Rodrigues canta Rasga o Passado (Álvaro Duarte Simões / Alain Oulman)

video


Tu fizeste
Do meu viver um sonho agreste
E a minha mocidade
Pela tua maldade
Em troca te dei

Querias mais
Mais que o corpo e a alma
Mais que a paz e a calma
Que em ti nunca encontrei

Dia a dia
Em vez do amor a nostalgia
Que ao fim de tantos anos
Queres mais desenganos
De novo ao meu lado

Não posso esquecer
Que é já tarde demais p'ra te querer
Como carta que rasgas sem ler
Rasga o passado

O passado
Não deve nunca ser guardado
Quer em cada momento
Que se viva um lamento
Um sorriso fugaz

Pois mais tarde
Numa carta esquecida
Encontramos a vida
Que já ficou p'ra trás

É diferente
O sol feito de luz ardente
Do mesmo sol poente
Que arrasta consigo
O dia acabado

Já basta saber
Que há em nós a saudade a doer
Se afinal recordar é sofrer
Rasga o passado

2 comentários:

  1. Uma sessão interessante sobre Amália e o cinema, quarta-feira, às 18h30, Na FCSH-UNL (Av. Berna, Lisboa)

    Amália e o cinema
    com Rui Vieira Nery e Tiago Baptista

    Quarta-feira, 2 de Março, às 18h30
    Torre, Auditório 1
    Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
    Universidade Nova de Lisboa
    Lisboa, Av. Berna, 26

    Rui Vieira Nery
    (musicólogo, investigador do INET-MD, autor de Pensar Amália, Tugaland, 2010)

    Tiago Baptista
    (investigador da Cinemateca Portuguesa, autor de Ver Amália: os Filmes de Amália Rodrigues, Tinta-da-china, 2009)

    Seminário integrado no projecto “À escuta das imagens em movimento – novas metodologias interdisciplinares para o estudo da música no cinema em Portugal”, do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança – INET-MD (FCSH-UNL)

    Entrada livre


    http://www.fcsh.unl.pt/inet/conferenciascoloquios/seminarios/amaliacinema/pagina.html

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  2. Obrigada pela sugestão Pedro. Já sabia sobre a conferência e, apesar de não poder comparecer, recomendo vivamente a quem se interessa pela produção teórica em torno da figura de Amália.
    Aproveito, mais uma vez, para recomendar a leitura do livro de Tiago Baptista.

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