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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Património, Coração Independente, Rádio

Hoje, algumas notícias sobre o mundo do Fado:




Carrilho quer fado Património da Humanidade em 2011

Não tanto pela candidatura em si, mas pela divulgação do Fado que pode surgir em seu torno, considero esta notícia, que se resume ao "vira o disco e toca o mesmo", importante. Aguardarei com alguma ansiedade as edições, de livros e música, que serão lançadas no próximo ano. Espero que sejam válidas do ponto de vista informativo, quer para estudo, quer para divulgação, embora aposte mais nesta última qualidade.


Joana Vasconcelos, Coração Independente Vermelho, 2005

Exposição sobre Amália abre na véspera dos 10 anos da morte

Uma exposição que pretende repensar Amália Rodrigues (1920-1999) como símbolo da cultura portuguesa, com mais de 500 peças, entre objectos pessoais e obras de artistas plásticos contemporâneos inspiradas na fadista, é hoje inaugurada em dois museus de Lisboa, no Museu Berardo e Museu da Electricidade.



Emissora só de fado nasce em Lisboa no aniversário da morte de Amália

A emissora 92.0 correspondia à RNA (Rádio Nova Antena) e já transmitia exclusivamente Fado (e ocasionalmente outras canções portuguesas) há algum tempo. Agora tem nova roupagem e uma programação mais dinâmica. Chama-se Rádio Amália e poderá ouvi-la em http://www.amalia.fm/. O sítio online ainda se encontra em construção.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fado candidato à UNESCO em 2010

Jornal Sol, 2a-feira, 10 Agosto 2009




A candidatura do fado à convenção da UNESCO para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial «deverá ser apresentada durante o primeiro semestre de 2010», disse hoje à Lusa a gestora do Museu do Fado, Sara Pereira.
«Desde 2005 que estamos a trabalhar na preparação da candidatura, aguardando agora a publicação pelo Governo da portaria que regulamenta a apresentação e formalização do processo. Saída esta portaria apresentaremos a candidatura à UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura)», explicou.
Em declarações à Lusa, a gestora do Museu do Fado afirmou que a partir de Outubro inicia-se um plano editorial que inclui a reedição «de algumas das fontes fundamentais para a história do fado».
Entre essas fontes documentais, Sara Pereira referiu a edição facsimilada de O fado, canção de vencidos de Luís Moita (1937) «e a resposta de Vítor Machado».
Tanto a edição da obra de Luís Moita, como a «resposta» de A. Vítor Machado, Ídolos do fado (1937), terão estudos prévios do musicólogo Rui Vieira Nery.
O fado e os censores de Avelino de Sousa, com estudo prévio do antropólogo Paulo Lima, é outro título facsimilado que sairá em Dezembro, adiantou Sara Pereira.
No plano editorial está ainda prevista a publicação do Catálogo da Discografia de Fado entre 1902 e 1926, um estudo da equipa de investigadores do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa, coordenada por Salwa el-Shwan Castelo-Branco, com um estudo prévio de Pedro Félix.
Uma selecção das várias entrevistas feitas a «figuras marcantes» da história do fado será editada em Dezembro de 2010.
Estas entrevistas foram iniciadas em 2005 pela equipa coordenada por Salwa Castelo-Branco, e a publicação contará com «notas de apresentação do Conselho Consultivo do Fado».
Este conselho, adstrito ao Museu do Fado, é composto por Julieta Estrela de Castro e Luís de Castro, da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF), Luís Penedo, da Academia do Fado e da Guitarra Portuguesa, pelo guitarrista António Chaínho, os fadistas Carlos do Carmo e Vicente da Câmara, a instrumentista e compositora Luísa Amaro, o estudioso Daniel Gouveia, e o construtor de guitarras Gilberto Grácio.
«O fado no ensaio e na ficção. Antologia das abordagens ao fado por escritores e pensadores relevantes da Cultura portuguesa (1850-1950)», com estudo prévio de Rui Vieira Nery, é outro título previsto.
A linha editorial agendada inclui ainda a edição de fontes musicais facsimiladas de partituras impressas e de transcrições de partituras manuscritas de fado, fontes poéticas, iconográficas e sonoras.
Entre as fontes poéticas incluem-se três antologias, uma delas, inteiramente dedicada aos poemas interpretados por Amália Rodrigues.
Na área da iconografia, conta-se a edição de uma antologia de capas ilustradas de fados, uma selecção e estudo prévio de Sara Pereira.
Quanto a fontes sonoras está prevista a reedição de CD de gravações históricas de 1940 a 1960 «sob a chancela da candidatura».
Além de Sara Pereira, Rui Vieira Nery, Paulo Lima, Salwa Castelo-Branco e os conselheiros do museu, nestas reedições estão também envolvidos a equipa de investigação do Museu do Fado, o músico e historiador Manuel Morais, o estudioso José Manuel Osório, e a Fundação Amália Rodrigues.
Sara Pereira adiantou à Lusa que foram identificados «os espólios relevantes do fado» e estão a ser preparadas bases de dados de temática fadista que serão disponibilizadas na Internet.

Lusa/SOL

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Cá esperamos pela entusiasmante onda de publicações sobre fado e que, pelo menos, sejam fruto de investigações aturadas e fiáveis. "Menos é mais", neste caso e em todo o caso...
Que ganhe o Fado e assim ganharemos todos nós.